Como melhorar o Brasil em 25 anos - Educação

10 março 2010 @ 17:39 por Davis Sousa

Pra mim é inaceitável que um país da grandeza do Brasil seja conhecido mundialmente como o país da bunda, mulher fácil (pergunte a qualquer estrangeiro), carnaval e futebol. Uma vez que se sai do país, e se compara o Brasil com, por exemplo, a República Tcheca, se nota o quão estamos mentalmente atrasados com relação aos países desenvolvidos. (nota: A República Tcheca nem chega a ser tão economicamente desenvolvida como o resto da Europa. Mas as coisas funcionam direitinho).

Sendo assim, vou começar uma série de textos chamado “Como melhorar o Brasil em 25 anos” que vai tratar de Educação, Emprego, Previdência Social, Saúde, Esportes e o que mais eu lembrar. Talvez algum político de boa fé leia este texto e, quem sabe, tente fazer virar realidade. Não custa nada sonhar...

Educação

Pra fazer tudo funcionar direitinho o governo deveria se eliminar as diferenças de curriculo de escola pra escola, independente de serem privadas ou publicas. O MEC regula tudo, certo? Então... Pra isso acontecer é necessária uma padronização da educação começando pelas séries menores.

Como exemplo eu vou pegar a matemática na primeira série: Todas as escolas ensinariam as contas básicas no primeiro semestre. É algo que já costuma acontecer. O problema é que a cada série que passa a disparidade aumenta. Já cheguei a estudar com gente no ensino médio que não sabia fazer equação de segundo grau porque não tinha aprendido na escola onde estudava antes. Com a padronização esse problema acabaria e nenhum aluno precisaria ser “nivelado” ao chegar numa escola nova.

Os professores seriam avaliados a cada três meses em 2 pontos: Conteúdo e maneira de apresentar a matéria. Caso não passem eles seriam obrigados a participar de um workshop para que possam melhorar nos pontos mais fracos. Esse item pode parecer radical mas tem fundamento: Enquanto um mau professor só vai ser demitido depois de 1 ano inteiro fazendo uma turma de 40 alunos aprender pouco (ou nada) um médico é demitido e tem sua licença cassada logo depois do primeiro erro.

Outra coisa é o ensino de lingua estrangeira. A partir da primeira série as escolas, em parceria com a iniciativa privada, teriam ensino de lingua estrangeira (inicialmente inglês e espanhol) obrigatório em um horário fora da grade mas com provas e notas que poderiam reprovar o aluno, como uma matéria normal. Isso seria ótimo para evitar 3 anos seguidos de verbo to be nas escolas e o aluno não sabendo nem como pronunciar a palavra without.

Mais um ponto a ser considerado é o “incentivo profissional” a partir do ensino médio, já preparando os estudantes para a escolha do curso na hora de fazer o vestibular. Workshops desde o primeiro ano do ensino médio mostrando as profissões em seus respectivos locais (Com limites, claro. Ninguém gostaria de levar uma classe em uma usina nuclear) e assistindo palestras de profissionais sobre o seu dia a dia durante essas visitas.

No final das contas, teríamos pessoas completamente capacitadas e falando em 3 idiomas (português, inglês e espanhol) em, no máximo, 20 anos. Depois disso tudo acontecendo fica fácil ver o Brasil atraindo mais empresas de tecnologia, centros de desenvolvimento, tendo cientistas aeroespaciais (lembrando que temos o melhor ponto para lançamento de foguetes no mundo – na linha do Equador) e etc.

Colaborou com a idéia do texto, de alguma forma, Julio Moraes.

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