Pra mim é inaceitável que um país da grandeza do Brasil seja conhecido
mundialmente como o país da bunda, mulher fácil (pergunte a qualquer
estrangeiro), carnaval e futebol. Uma vez que se sai do país, e se
compara o Brasil com, por exemplo, a República Tcheca, se nota o quão
estamos mentalmente atrasados com relação aos países desenvolvidos.
(nota: A República Tcheca nem chega a ser tão economicamente
desenvolvida como o resto da Europa. Mas as coisas funcionam
direitinho).
Sendo assim, vou começar uma série de textos chamado “Como melhorar o Brasil em 25 anos” que vai tratar de Educação, Emprego, Previdência Social, Saúde, Esportes
e o que mais eu lembrar. Talvez algum político de boa fé leia este
texto e, quem sabe, tente fazer virar realidade. Não custa nada
sonhar...
Educação
Pra fazer tudo funcionar direitinho o governo deveria se eliminar as
diferenças de curriculo de escola pra escola, independente de serem
privadas ou publicas. O MEC regula tudo, certo? Então... Pra isso
acontecer é necessária uma padronização da educação começando pelas
séries menores.
Como exemplo eu vou pegar a matemática na primeira série: Todas as
escolas ensinariam as contas básicas no primeiro semestre. É algo que
já costuma acontecer. O problema é que a cada série que passa a
disparidade aumenta. Já cheguei a estudar com gente no ensino médio que
não sabia fazer equação de segundo grau porque não tinha aprendido na
escola onde estudava antes. Com a padronização esse problema acabaria e
nenhum aluno precisaria ser “nivelado” ao chegar numa escola nova.
Os professores seriam avaliados a cada três meses em 2 pontos:
Conteúdo e maneira de apresentar a matéria. Caso não passem eles seriam
obrigados a participar de um workshop para que possam melhorar nos
pontos mais fracos. Esse item pode parecer radical mas tem fundamento:
Enquanto um mau professor só vai ser demitido depois de 1 ano inteiro
fazendo uma turma de 40 alunos aprender pouco (ou nada) um médico é
demitido e tem sua licença cassada logo depois do primeiro erro.
Outra coisa é o ensino de lingua estrangeira. A partir da primeira
série as escolas, em parceria com a iniciativa privada, teriam ensino
de lingua estrangeira (inicialmente inglês e espanhol) obrigatório em
um horário fora da grade mas com provas e notas que poderiam reprovar o
aluno, como uma matéria normal. Isso seria ótimo para evitar 3 anos
seguidos de verbo to be nas escolas e o aluno não sabendo nem como pronunciar a palavra without.
Mais um ponto a ser considerado é o “incentivo profissional” a
partir do ensino médio, já preparando os estudantes para a escolha do
curso na hora de fazer o vestibular. Workshops desde o primeiro ano do
ensino médio mostrando as profissões em seus respectivos locais (Com
limites, claro. Ninguém gostaria de levar uma classe em uma usina
nuclear) e assistindo palestras de profissionais sobre o seu dia a dia
durante essas visitas.
No final das contas, teríamos pessoas
completamente capacitadas e falando em 3 idiomas (português, inglês e
espanhol) em, no máximo, 20 anos. Depois disso tudo acontecendo fica
fácil ver o Brasil atraindo mais empresas de tecnologia, centros de
desenvolvimento, tendo cientistas aeroespaciais (lembrando que temos o
melhor ponto para lançamento de foguetes no mundo – na linha do
Equador) e etc.
Colaborou com a idéia do texto, de alguma forma, Julio Moraes.